| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Tyranni |
| Infraordem: | Tyrannides |
| Wetmore & Miller, 1926 | |
| Parvordem: | Tyrannida |
| Família: | Tityridae |
| Gray, 1840 | |
| Subfamília: | Tityrinae |
| Gray, 1840 | |
| Espécie: | I. pipra |
O anambezinho é uma ave da ordem dos Passeriformes, da família Tityridae. Conhecido também como anambé-de-crista. É um dos menores representantes do gênero, típico da encosta Atlântica do Brasil Oriental, ocorre em Mata Atlântica litorânea, Mata Atlântica de encosta, Mata Atlântica de altitude e na restinga arbórea (observado em Itanhaém, São Paulo). Fleumático, permanece sobre ramos finos e secos nas copas de árvores em quietude absoluta.
Seu nome científico significa: do (grego) ioeidës = de cor roxa, de cor púrpura; e pleura = lados; e do (grego) pipra, piprön, piprös and piprö = pequeno pássaro não identificado, mencionado por Aristóteles e outros autores e associado erroneamente com um pica-pau. Sua associação com os coloridos tangarás neotropicais parece ser arbitrária, embora Sick (1993) registre que “o nome pipira é usado indiscriminadamente para tangarás e traupídeos na Bolívia, Brasil e Peru”. ⇒ (Ave) com os lados de cor roxa similar aos tangarás.
Mede cerca de 9,5 centímetros de comprimento e pesa cerca de 10 gramas.
Representante singular de asas longas, cauda curta e plumagem macia e rente. É cinzento, com a garganta e as coberteiras inferiores da cauda rosa-pardacentas, partes inferiores transfasciadas de branco e cinzento, lembrando remotamente aves do gênero Picumnus. O macho possui ao lado do peito, oculto sob as asas, um tufo de penas longas, sedosas e violáceas que faltam na fêmea. Quando excitado exibe a zona lilás, eriçando-a e afastando um pouco as asas.
Sua vocalização é um assobio agudo e bissilábico, um descendente “si-si” lembrando fim-fim (Euphonia chlorotica).
Possui duas subespécies reconhecidas:
(IOC World Bird List 2017; Aves Brasil CBRO 2015).
Gosta das bagas da erva-de-passarinho (Loranthaceae) e apanha pequenos insetos em pleno ar.
Durante os meses de inverno, aparece nas baixadas litorâneas para instalar seu ninho em forma de cesta sobre galhos secos, decorando-o com líquens como forma de camuflagem.
Choca normalmente um único ovo por postura.
Vive na Mata Atlântica litorânea, de encosta e de altitude.
Sua distribuição estende-se de Minas Gerais a São Paulo e no Nordeste (Bahia, Alagoas, Pernambuco e Paraíba). Duas subespécies: Iodopleura pipra pipra no Sudeste e Iodopleura pipra leucopygia no Nordeste (ameaçada de extinção).
Consulta bibliográfica sobre as subespécies: